domingo, 17 de janeiro de 2010

Natal V

O melhor presente de Natal

Era dia de Natal, tinha o Manuel seis anos… Era um menino traquina, de cabelos loiros e olhos muito brilhantes, tão reluzentes como as luzes do pinheiro e as estrelas do céu. O coração do Manuel era enorme e cheio de bondade.
Nesse dia, a mesa estava cheia e linda, havia muita comida e muitas guloseimas e doces. O Manuel lembrou-se, chamou a mãe e disse:
- Mãe, podíamos ir buscar algum pobrezinho, pois há muitos que passam fome, e nós estamos sós e com muito para comer.
A mãe orgulhosa daquele menino foi ao encontro de um velhinho sozinho e levou-o para junto deles.
Foi o presente de Natal mais valioso de todos os outros que tinha à volta do pinheiro.



Aquele menino
Era cheio de luz
Mas tão pequenino
Parecia Jesus.

Natal IV

O meu Natal quando era pequenino

Há muitos anos, ou seja, quando eu era criança, o Natal era excitante para mim e para os meus cinco irmãos.
A forma como convivíamos era de grande expectativa, dada a dificuldade com que vivíamos. Éramos seis irmãos todos pequenos, mas com a noção da dificuldade económica dos meus pais.
O Natal era uma noite em que em casa dos meus pais se juntava m trinta pessoas, pois vinham os meus tios, irmãos da minha mãe. Nessa altura, cozinhávamos em máquinas a petróleo. Então, o dia 24 de Dezembro, era passado a tratar da ceia, dado que era muita gente e só tínhamos três máquinas e os panelões eram enormes.
Estávamos ansiosos que a noite chegasse e, ao contrário de hoje, era mesmo ceia de Natal, pois só começávamos a comer por volta da meia-noite, porque todos os meus tios trabalhavam até tarde e só com três máquinas a petróleo era bastante difícil cozinhar para tanta gente. Depois de cearmos, vinha a ansiedade das prendas, começava uma movimentação dos meus pais e tios a pedir os nossos sapatinhos para pôr na chaminé pois só assim o pai Natal poderia distribuir as prendas.
Mais tarde, quando a inocência de criança se foi desvanecendo e comecei a perceber quem de facto era o pai Natal, fiquei a admirá-lo. Apesar da sua dificuldade nesta noite havia sempre uma prenda para todos nós e, por muito pequena que fosse, ficávamos radiantes ao receber um pequeno carro de folheta, plástico ou de madeira… Isso sim … era um bom Natal.

Contos de Natal III

UMA NOITE DE NATAL
No ano passado, a noite de Natal foi em casa da tia Elisabete. Nós soubemos antes umas semanas que o Natal se iria realizar na casa dessa nossa tia.
Antes uns dias, lá fomos nós às compras. Levávamos uma lista com algumas ideias de prendas para quem ainda não tínhamos comprado nada. De volta a casa, pousámos os sacos, quando a nossa mãe nos perguntou se não tínhamos comprado nada para pôr na mesa, se só tínhamos trazido prendas. Realmente, tínhamo-nos esquecido da decoração. Mas tudo se resolveu!
Finalmente, chegou a noite de Natal. Quando chegámos a casa da tia Beta, ficámos de boca aberta. A casa estava linda, toda enfeitada cheiinha de arranjos, luzes e muitos enfeites de Natal. Até a música era de Natal. Passado pouco tempo, começou a chegar mais família. A casa estava cheia de adultos e crianças maravilhadas com a árvore de Natal e as prendas que havia debaixo dela.
Começámos finalmente a sentir o cheiro das rabanadas, da aletria, do leite-creme, dos sonhos e de muitas mais coisas deliciosas. Para mim e para a minha irmã, ia ser um Natal maravilhoso como já não tínhamos há muito tempo. As mulheres estavam todas atarefadas na cozinha a preparar tudo e os homens na conversa, como sempre.
Chegou a hora de irmos para a mesa jantar, era uma mesa enorme cheia de gente a falar e a rir, o que era muito acolhedor para todos. Comemos que nós fartámos.
Quando acabou o jantar, toda gente ajudou a levantar as louças das mesas para ficar tudo arrumado para se poder passar aos jogos em família. Estivemos a jogar cartas, bingo, loto, … e as crianças entretidas com os puzzles e na Play.
A hora de abrir as prendas nunca mais chegava, os mais pequeninos já começavam a ficar irrequietos e até nós que somos mais velhos tínhamos desejo que chegasse a hora.
Chegadas as 23 horas 30, entrou o nosso tio Tó vestido de Pai Natal com um saco nas costas cheio. Eram algumas surpresas para dar às crianças e a nós, claro. Lá conseguiu entreter as crianças até à meia-noite, começou a distribuir as prendas dizendo os nomes para quem eram. Estava uma confusão, … os papéis pelo chão da sala fora, as crianças a brincar com os presentes… uma animação!
E acabou a distribuição dos presentes e lá foi o Pai Natal (tio Tó) tirar a roupa e juntar-se a nós. Eram 2 horas da manhã, começou a ir tudo embora para suas casas e acabou o nosso dia de Natal que foi muito lindo e entusiasmante à beira da nossa família.

Contos de Natal II

O NATAL DA JOANA


Havia uma família humilde de oito filhos que vivia com muitas dificuldades porque só o pai é que trabalhava. Nessa família, havia uma menina que como nunca ganhava presentes esperava sempre pela época de Natal para ter um.
No Natal, ela esperava ganhar uma boneca, mas, como eram muitos filhos, os pais não tinham dinheiro para dar presentes a todos.
Então, nesse Natal ela pôs o sapatinho no fogão esperando sempre pela prenda, na esperança de ganhar a boneca, mas o que ela lá encontrava eram umas meias. Ficava sempre na esperança que seria para o ano.
No entanto, foi crescendo e a vida começou a mudar. Os irmãos também já grandes começaram a trabalhar mas a boneca nunca apareceu.
Já casada, quando teve uma menina, no seu primeiro Natal, a primeira prenda que lhe deu foi a boneca dos seus sonhos.
A menina, agora mulher, ficou muito feliz … e hoje, enquanto enfeitava a árvore de Natal, lembrou-se de quando era pequena e de como o Natal pode ser aquilo que nós quisermos.

Contos de Natal I

O Natal da minha infância




Naquela noite, em casa dos meus pais estavam todos a jantar. A minha família estava toda reunida.
Nesse momento, começámos a lembrar o Natais pobres que passei em criança. Naquela altura, eu sentia-me triste por não ter os brinquedos que outras crianças tinham. Mas apesar de certas dificuldades nunca faltou o cheirinho ao bacalhau, às batatas e ate às rabanadas. Eu, hoje, recordo com alguma alegria o Natal que passei quando era criança e das dificuldades dos meus pais para nos dar o que comer.
Nessa noite, colocávamos os nossos sapatos em cima do fogão. No dia seguinte, íamos direitos ao fogão e tínhamos sempre uma pequenina lembrança que eram umas meias ou um lenço, coisas deste género. Quantas vezes me lembro das minhas amigas que tantas bonequinhas tiveram e eu nunca tive nenhuma. Portanto, hoje em dia penso que há pais que só pensam em dar brinquedos e nunca se lembram que, se dessem mais amor às crianças, estas seriam mais felizes.
Lembro-me que nesse dia de Natal fiquei muito triste pois, apesar de eu ter tido dois lencinhos no sapatinho, a minha amiguinha chorava muito porque não tinha tido nada no sapatinho dela. O seu pai adoeceu e não lhes foi possível festejar o Natal. Então, eu, como tinha tido dois lenços, fiquei com um e dei-lhe o outro.
Nesta data, havíamos de lembrar aqueles que nem um lenço têm. O Natal nem sempre é para todos, mas cabe-nos a nós encontrar formas de alegrar o maior número de pessoas nesta época.
FELIZ NATAL PARA TODOS