domingo, 17 de janeiro de 2010

Contos de Natal I

O Natal da minha infância




Naquela noite, em casa dos meus pais estavam todos a jantar. A minha família estava toda reunida.
Nesse momento, começámos a lembrar o Natais pobres que passei em criança. Naquela altura, eu sentia-me triste por não ter os brinquedos que outras crianças tinham. Mas apesar de certas dificuldades nunca faltou o cheirinho ao bacalhau, às batatas e ate às rabanadas. Eu, hoje, recordo com alguma alegria o Natal que passei quando era criança e das dificuldades dos meus pais para nos dar o que comer.
Nessa noite, colocávamos os nossos sapatos em cima do fogão. No dia seguinte, íamos direitos ao fogão e tínhamos sempre uma pequenina lembrança que eram umas meias ou um lenço, coisas deste género. Quantas vezes me lembro das minhas amigas que tantas bonequinhas tiveram e eu nunca tive nenhuma. Portanto, hoje em dia penso que há pais que só pensam em dar brinquedos e nunca se lembram que, se dessem mais amor às crianças, estas seriam mais felizes.
Lembro-me que nesse dia de Natal fiquei muito triste pois, apesar de eu ter tido dois lencinhos no sapatinho, a minha amiguinha chorava muito porque não tinha tido nada no sapatinho dela. O seu pai adoeceu e não lhes foi possível festejar o Natal. Então, eu, como tinha tido dois lenços, fiquei com um e dei-lhe o outro.
Nesta data, havíamos de lembrar aqueles que nem um lenço têm. O Natal nem sempre é para todos, mas cabe-nos a nós encontrar formas de alegrar o maior número de pessoas nesta época.
FELIZ NATAL PARA TODOS

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